Em vez de pedir para você assinar nossa newsletter, aqui na Análise preferimos provar por que merecemos seu tempo. Na DNA News desta semana, temos uma seção nova apontando o caminho mais rápido para um advogado enriquecer, como o ex-maior escritório do Brasil perdeu o comando em meio a três investigações da PF, três entrevistas exclusivas e como a maior fusão da história da advocacia redefine o topo do mercado jurídico global.
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Lady Iaiá responde: qual é o caminho mais rápido para ficar rico na advocacia?
Nossa newsletter está sempre cheia de novidades. A novidade desta semana é a estreia da seção "Pergunta para Lady Iaiá", onde a redação submete uma pergunta a uma IA especializada no mercado jurídico. Na edição de estreia, a DNA News perguntou a Lady Iaiá qual é a rota mais rápida para um advogado enriquecer.
A resposta? Trocar a cobrança por hora por uma fatia de equity ou participação em algo que se valoriza, seja como sócio-fundador de um negócio em troca de trabalho jurídico estratégico, seja assumindo casos de contingência de altíssimo valor em troca de percentual do resultado. Segundo a IA, o ganho maior vem de eventos de valorização pontuais, não do acúmulo de honorários ao longo dos anos, e o preço dessa velocidade é o risco: equity pode virar pó, e caso de contingência pode ser perdido.
Precisamos falar sobre Nelson Wilians
Ele dirigia o maior escritório de advocacia do Brasil até ser abatido em três investigações da Polícia Federal. O ocaso do mais famoso e espalhafatoso advogado brasileiro diz muito sobre a própria advocacia.
Ser o maior não é ponto de chegada
Às vésperas de seu escritório completar 90 anos, Urbano Vitalino Neto fala sobre a transformação de uma banca familiar em uma das maiores organizações jurídicas do país e os próximos passos para torná-la ainda mais forte, especializada e preparada para o futuro.
"Na remuneração por êxito, há um conflito de interesses entre o advogado e seu cliente"
Para o tributarista Thiago Taborda Simões, fundador do TSA Advogados, o mercado de recuperação de créditos tributários foi invadido por aventureiros, e os ganhos dos advogados costumam ser proporcionais aos riscos assumidos pelos clientes. Ele fala das mazelas do setor, explica por que preferiu trocar clientes grandes por empresas menores e do sonho de ser um rock star.
Quando o advogado vira o CEO
Nessa entrevista, o advogado Fabiano Silva Santos conta a experiência de dirigir os Correios, entre pressões políticas, queda de receita e uma forte competição internacional. Ele fala sobre como o diploma de Direito ajuda e em que deixou a desejar.
Califórnia aprova as primeiras regras dos EUA para uso de IA por advogados
O que aconteceu
- O Legislativo da Califórnia aprovou por unanimidade, no fim de agosto, o primeiro conjunto de regras dos Estados Unidos sobre uso de inteligência artificial generativa por advogados. O texto aguarda a sanção do governador do estado.
- O projeto proíbe delegar a prática jurídica a sistemas de IA generativa.
- Veda a inserção de informação confidencial ou pessoal em plataformas abertas.
- Obriga o advogado que assina a peça a ler e verificar pessoalmente todas as citações e fontes, tenham sido produzidas por IA ou não.
- Exige que o uso de IA na produção do documento seja informado ao juízo.
- Sujeita árbitros a regras equivalentes e determina que o órgão de administração da Justiça estadual revise os padrões de uso de IA por magistrados.
Por que isso é importante no Brasil
- Escritórios corporativos brasileiros usam as mesmas ferramentas globais de IA generativa.
- Atendem clientes multinacionais que tendem a cobrar de todos os seus fornecedores jurídicos o padrão mais rígido vigente na rede, em qualquer país onde o serviço seja prestado.
- A regulação brasileira seguiu por outro caminho. O CNJ regulamentou em 2025 o uso de IA dentro do Poder Judiciário, e as comissões de inovação da OAB discutem diretrizes éticas e governança de dados.
- Não existe até aqui regra processual brasileira que imponha ao advogado signatário o dever de verificação pessoal de cada citação, nos moldes do que a Califórnia está prestes a colocar em lei.
Saiba mais: Resolução CNJ 615/2025
Fonte: Farella Braun + Martel, "California’s SB 574".
Megafusão global redefine o topo do mercado jurídico corporativo
O que aconteceu
- Hogan Lovells e Cadwalader, Wickersham & Taft concluíram a maior fusão da história da advocacia, aprovada por votação unânime dos sócios das duas bancas.
- A operação uniu a firma mais antiga de Wall Street, com mais de 230 anos de atividade, à estrutura global da Hogan Lovells.
- A Hogan Lovells Cadwalader entrou em operação em 1º de julho, com cerca de 3.200 advogados e receita combinada de US$ 3,9 bilhões, calculada sobre o desempenho de 2025.
- Estreia entre os cinco maiores escritórios do mundo por faturamento.
Por que isso é importante no Brasil
- A escala define o porte do concorrente que disputa mandatos transnacionais de clientes brasileiros.
- Fixa também o patamar de investimento em tecnologia, compliance e estrutura que separa bancas globais de bancas nacionais.
E uma curiosidade
A receita da nova firma equivale a cerca de R$ 21 bilhões por ano, mais de dez vezes o faturamento do maior escritório brasileiro, estimado em torno de R$ 2 bilhões.
Fonte: PR Newswire, "Largest Law Firm Merger in History Approved".
SE VOCÊ PERDEU…
- Nessa entrevista exclusiva, CEO do Demarest diz que o mercado jurídico brasileiro vale entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões.
- Pedro Iokoi diz que a inteligência artificial já reduziu a entrada de novos advogados no mercado e que vai sobrar espaço só para quem souber pensar, não para quem sabe apenas operar um prompt.
- Entenda a necessidade urgente de um modelo de valuation para escritórios de advocacia nesse artigo de Alexandre Secco.
- Marketing jurídico já era. Para serem vistos como empresas, escritórios precisam tratar o marketing como empresas.
Mercado em Movimento
A semana de 07 a 11 de setembro teve entradas de sócios no TozziniFreire, no FAS Advogados e no Mattos Filho, seis promoções a sócio no Negrão Ferrari Advogados, e mudanças de comando na Emergent Cold LatAm, na NeoOrtho e na Bradesco Consórcios.
Prêmio Análise DNA+Fenalaw 2026
A lista dos cases reconhecidos na edição 2026 do Prêmio Análise DNA+Fenalaw já está disponível. Entraram nela os cases que passaram de 7,00 na avaliação, entre todos os inscritos. A classificação, dividida entre ouro, prata ou bronze, fica guardada até a cerimônia, marcada para 28 de outubro, às 18h, na Sala PME da Fenalaw.
Foram inscritos 971 cases nas áreas de Diversidade e Inclusão, Gestão, IA nos departamentos jurídicos, IA nos escritórios, Legal Ops nos departamentos jurídicos, Marketing, Protagonista e Tecnologia. Entre os selecionados, estão 203 escritórios de 49 cidades diferentes. O prêmio também contempla 93 departamentos jurídicos, distribuídos por 28 cidades.
Quem foi reconhecido pode adquirir o certificado até 30 de setembro, e com ele vêm o direito de uso do selo oficial da premiação e a subida ao palco na entrega. A compra é opcional e não mexe no resultado da avaliação. Confira se seu case foi premiado e adquira seu certificado.
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