PUC-SP forma 10% de todos os advogados Mais Admirados do país
Um levantamento da Data Análise mostra que a PUC-SP lidera o ranking de faculdades que mais formam advogados admirados no Brasil: são 294 votos, contra 231 da USP, segunda colocada. A vantagem se sustenta mesmo quando o critério passa a considerar o tamanho das turmas de cada instituição. Na proporção de votos por vagas oferecidas por ano, a PUC-SP fica em 0,45 e a USP em 0,41, uma diferença bem mais estreita que a do ranking bruto. Somadas todas as suas unidades pelo país, as PUCs respondem por cerca de 30% de todos os advogados admirados do Brasil. Entre 2025 e 2026, a USP foi a faculdade que mais perdeu participação no levantamento, caindo de 9,2% para 7,9% dos votos, enquanto o Mackenzie teve o maior avanço, saltando de 132 para 156 eleitos.
A reportagem completa traz ainda a comparação entre universidades públicas e privadas e depoimentos de sócios do Pinheiro Neto, TozziniFreire e PG Advogados sobre por que escolheram suas faculdades.
Esse tributarista é considerado um dos melhores no que faz. Para seguir na linha de frente, ele acredita que a neurociência e arte podem ajudar
Na entrevista da semana, Gilberto Ayres, sócio do Ayres Westin Advogados Mais Admirado desde 2012, conta que levou uma década de conversas e apresentações até transformar uma montadora em cliente do escritório, processo que ele chama de "namoro". Sem captação relâmpago nem atalho digital: "captação virou uma coisa parecida com correr atrás de ambulância", diz, ao criticar a lógica das agências que prometem clientes rápidos. Ayres também descreve os encontros culturais que promove há três anos para tirar sócios, advogados e clientes do juridiquês, com palestras de neurocientistas e psicólogos em museus de São Paulo. Além disso, revela os planos de expansão do escritório, que já opera há 14 anos em São Paulo e recentemente abriu uma unidade no México, pensada como porta de entrada para o mercado americano.
"Escritório empresa" ficou só na propaganda, afirma Alexandre Secco
No artigo desta semana, Alexandre Secco, sócio e editor da Análise Editorial, volta atrás de uma tese que ele próprio defendeu em meados dos anos 2010: a de que escritórios de advocacia estariam virando empresas de verdade. Secco lista sete comparações entre banca e empresa e conclui que, na prática, pouca coisa mudou. Duas delas estão travadas na lei: o artigo 16 da Lei 8.906/94 impede que fundos de investimento entrem como sócios e reserva a sociedade a quem é advogado inscrito na Ordem. As outras cinco, segundo ele, dependeriam apenas de decisão interna das bancas, como medir concorrentes por indicadores comparáveis ou negociar a saída de sócios fundadores com regras claras de compra de participação, algo que hoje ele diz não ver acontecer.
A inteligência artificial já está mudando a advocacia — e os números confirmam
Silvana Quaglio, sócia e CEO da Análise Editorial, escreve sobre como a OAB, Stanford e o IDP acabam de lançar uma pesquisa para mapear o uso de inteligência artificial pelos advogados brasileiros, sinal de que o tema deixou de ser tendência para virar rotina. Ela cita dados do CEPI da FGV Direito SP: cerca de 80% dos profissionais do Direito já usam IA generativa com frequência, e 58% o fazem diariamente. O alerta fica por conta do outro lado do dado — mais de 80% dos usuários aplicam essas ferramentas em temas que não dominam completamente, o que reforça, segundo a autora, que a tecnologia acelera a entrega, mas a responsabilidade pela decisão continua sendo humana e intransferível.
Negócio de Advogado estreia com o "shopping" que virou vitrine para 38 marcas jurídicas
A edição também marcou a estreia da seção Negócio de Advogado, dedicada a histórias de negócios criados por advogados. As primeiras entrevistadas foram Lesliê Mourad e Gleicy Lima, que fundaram em março o Shopping de Marcas Jurídicas, uma espécie de marketplace que conecta escritórios e departamentos jurídicos a fornecedores de tecnologia e serviços para a área. A ideia nasceu de uma comunidade de quase 4 mil integrantes, em que a mesma pergunta se repetia: alguém pedindo indicação de software jurídico ou de empresa especializada em automação.
Em cinco meses, a plataforma já credenciou 38 marcas, entre elas Thomson Reuters e Preâmbulo, e registrou mais de 3 mil acessos só no último mês. A curadoria é rígida: sistemas embrionários, pós-venda ruim ou falta de personalização derrubam o credenciamento. "A gente está dando a nossa cara a tapa", resume Mourad.
Também na edição
A newsletter ainda mostra como os processos contra empresas de inteligência artificial saltaram de três, em 2020, para 200 até julho deste ano, com a OpenAI liderando a lista de rés, e traz o crescimento dos fundos de litígio nos Estados Unidos, que já comprometem US$ 2,8 bilhões em novos aportes por ano. No Mercado em Movimento, destaque para a chegada de Marcelo Braz Fonseca ao Cescon Barrieu e a promoção de Carolina Bottino a sócia tributária no Demarest, no Rio de Janeiro. Você pode conferir o compilado das principais movimentações do mercado clicando aqui.
Chegou a era dos designers jurídicos e dos engenheiros do Direito
Na estreia do podcast Análise Talks, Felipe Chiarello, diretor da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, discute os desafios da formação jurídica diante da inteligência artificial e o surgimento de novas frentes de atuação, como designers jurídicos e engenheiros do Direito. A conversa é o ponto de partida da nova série, que investiga os caminhos que a advocacia está tomando diante da transformação tecnológica. O episódio completo já está disponível na TV Análise.
O desafio de conciliar fé pública, legalidade e segurança jurídica no mundo da inteligência artificial
Fecha a edição uma indicação de leitura: Andrey Guimarães Duarte, tabelião de notas e diretor do Colégio Notarial do Brasil, lança "Fundamentos, Princípios e Governança Institucional da Confiança na Sociedade da Informação", livro que conecta princípios clássicos do notariado, como fé pública e segurança jurídica, a desafios como falsificações digitais e novas formas de prova. Um dos pontos centrais da obra: uma assinatura eletrônica prova que uma credencial foi usada, mas não prova quem a usou. Pré-venda já disponível no site da Editora Foco (aqui).
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