O CLOC Brasil, vertente brasileira do Corporate Legal Operations Consortium (CLOC), anunciou uma atualização em sua estrutura de liderança e governança. O objetivo é acompanhar o amadurecimento do mercado de Legal Operations no país, ampliar sua atuação regional e garantir sustentabilidade institucional para os próximos anos.
Até então liderado por um grupo de quatro profissionais e com o apoio de uma embaixadora, o CLOC Brasil passa a adotar um modelo mais estruturado e distribuído, combinando a já existente liderança regional (regional leaders), com a criação de posições de coordenação local (local leaders), gestão de comunidade (community managers), manutenção da estrutura (community operations) e de um conselho consultivo (advisory committee).
As novas lideranças do CLOC Brasil
Na nova configuração, Guilherme Tocci, sócio-diretor da KPMG Brasil, e Flávia Furlan, sr. program manager, Legal Ops da Uber, assumem como regional leaders do CLOC Brasil, com mandatos distintos e complementares. O mandato de Flávia será de dois anos, sendo que a partir de 2027, a executiva seguirá como regional leader, ao lado de uma nova liderança da própria comunidade, que será anunciada oportunamente, dando continuidade ao processo de renovação e sucessão institucional.
Tocci, por sua vez, exercerá a função por um ano, com foco na transição entre a gestão anterior e o novo modelo de governança. Segundo o executivo, a atualização da estrutura reflete a evolução natural da comunidade no país. "O crescimento acelerado do CLOC Brasil exigiu um modelo de governança mais claro, com mandatos definidos, transição planejada e distribuição de responsabilidades. Essa estrutura nos permite ganhar escala sem perder o espírito colaborativo que sempre nos caracterizou, evitando o mesmo que outras associações sofreram e ainda sofrem no Brasil", afirma o novo regional leader.
A estrutura passa a contar também com Local Leaders, posição inspirada nas parcerias e no protagonismo regional que tornaram possível a realização da CLOC Tour 2025. Esses líderes serão responsáveis por fomentar a comunidade e as iniciativas regionais, todos com mandato inicial de um ano, com possibilidade de renovação. Os líderes locais anunciados são:
- Bahia: Theonio Freitas, sócio da PPF Advocacia.
- Ceará: Patrícia Cáula, head de Legal Ops do André Menescal Advogados.
- Minas Gerais: Cristina Guimarães, gerente de Legal Ops da Anglo American.
- Paraná: Jéssica Honda, coordenadora jurídica da Positivo Tecnologia.
- Rio de Janeiro: Douglas Ferreira, coordenador de Legal Ops da Norsk Hydro.
Foi criada ainda a posição de community managers, voltada à gestão da comunidade, comunicação e engajamento dos membros:
- Noara Marcandalli, gerente de Legal Ops do Grupo Boticário.
- Rodrigo Manfrin, gerente de Legal Ops da Bayer.
Como parte do fortalecimento da governança, o CLOC Brasil instituiu um advisory committee, formado por profissionais que integraram a liderança anterior e que passam a atuar de forma estratégica e consultiva. Integram o comitê:
- Gabriela Pereira, head do jurídico da Zenvia.
- Paulo Silva, director de Legal Operations da eLaw.
- Vanessa Zaccaria, gerente executiva de Legal Operations da Suzano.
Além disso, o CLOC Brasil anuncia a criação da função de community operations, voltada ao suporte operacional, organização de iniciativas e apoio à execução das atividades da comunidade. A posição será ocupada por Ana Guimarães, coordenadora de Legal Operations na Afya, marcando o estabelecimento do primeiro cargo remunerado do CLOC no Brasil, como parte de um modelo profissionalizado de suporte às atividades do grupo.
Para Flávia Furlan, a nova governança cria bases sólidas para o futuro da comunidade. "O modelo combina continuidade, renovação e apoio operacional, o que é fundamental para sustentar a expansão das iniciativas e fortalecer ainda mais o papel do Legal Operations no Brasil como um todo", conclui a nova regional leader da CLOC Brasil.
Sobre o CLOC Brasil
O CLOC Brasil é a vertente brasileira do Corporate Legal Operations Consortium (CLOC), comunidade global dedicada ao desenvolvimento e à profissionalização de Legal Operations. A entidade reúne profissionais do jurídico corporativo, escritórios, consultorias, legaltechs e áreas correlatas, promovendo troca de experiências, educação e o fortalecimento do papel estratégico do jurídico nas organizações.

