Nesta quarta-feira, 22, teve início a Fenalaw 2025, que se estenderá até sexta-feira, 24. O evento tem como objetivo reunir empresas e escritórios de advocacia em painéis e palestras para debater os desafios e as perspectivas para o futuro do mercado jurídico nacional.
Entre esses painéis, Eduardo Nogueira (VP jurídico Latam da DHL), Bernardo Gallina (vice president LAR - Legal, Compliance & Corporate Affairs da Whirlpool Latin America) e Maria Alicia Lima Peralta (vice-presidente jurídica da Sabesp) discutiram sobre como inovar no setor jurídico com baixo orçamento. A mediação ficou por conta de Flávio Franco (co-fundador do Jurídico Sem Gravata).
Foco em planejamento
Na visão de Eduardo Nogueira, para inovar no jurídico com orçamento limitado, o primeiro passo é tratar o orçamento como o norte inegociável de todo o departamento, e não apenas uma restrição. Essa mentalidade é crucial para alinhar o setor jurídico à estratégia global da empresa.
Além do planejamento financeiro, Eduardo destaca que a curiosidade também é um bom ingrediente. Explorar e conhecer todas as tecnologias já disponíveis na empresa faz com que o jurídico identifique com precisão o que realmente precisa ser buscado no mercado e permite investir de maneira assertiva e coerente com os planos da empresa. "E uma vez entendendo isso, é possível discutir como ele vai entregar isso. E o jurídico tem um papel ativo e proativo nisso."
Mergulhar no negócio
O vice president LAR - Legal, Compliance & Corporate Affairs da Whirlpool Latin America, Bernardo Gallina, diz que essa curiosidade não pode estar restrita apenas ao jurídico. Para o executivo, esse sentimento deve se estender para outras áreas da empresa, a fim de ter uma visão ampla do negócio como um todo.
Bernardo destaca que, na falta de orçamento, conhecer bem o negócio permite que a inovação venha da simplicidade. Com isso, não é preciso reinventar a roda ou buscar tecnologias avançadas no mercado, pois, muitas vezes, a solução já se encontra dentro da empresa.
Olhar abrangente
Para que o orçamento funcione como um verdadeiro guia, é preciso que as ações se encaixem em uma lógica orçamentária ampla, que envolva toda a empresa. É o que afirma a vice-presidente jurídica da Sabesp, Maria Alicia Lima Peralta. Segundo a executiva, o orçamento deve ser encarado de forma sistêmica, com foco no Retorno Sobre o Investimento (ROI) e na redução de perdas. "Se a gente faz uma leitura de todas as atividades do jurídico, e conseguimos encaixar nessas visões, não é preciso justificar aquele escritório, tecnologia ou sistema", Pontua.
Para que isso aconteça, a diretora jurídica ressalta que o profissional precisa ser inconformado e ter espírito de dono. Assim, é possível construir soluções de forma sólida, sabendo exatamente quais caminhos elas percorrerão, seu custo e se vale a pena mobilizar esforços internos ou contratar advogados externos para atingir o objetivo.

