Um dos levantamentos realizados durante a produção do anuário Análise Executivos Jurídicos e Financeiros fala sobre a atuação e estrutura dos departamentos jurídicos das maiores empresas do país. Ali é possível observar como as companhias atendem suas demandas jurídicas, podendo optar por resolvê-las internamente, terceirizá-las parcialmente ou delegá-las completamente para escritórios de advocacia. Na 13ª edição da revista, a área de Arbitragem figurou como a mais terceirizada, com 67% dos heads jurídicos terceirizando-a totalmente, enquanto apenas um em cada dez deles declarou cuidar das demandas dentro do próprio departamento.
É importante destacar que, na publicação do ano passado, o primeiro lugar em terceirizações totais pelas empresas era ocupado, isoladamente, pela área de Direito Penal, com 69%. Neste ano, ela ficou empatada com Arbitragem, que não figurava nos rankings da publicação anterior. Para Valmir Caldana, diretor jurídico da Affinity Petcare, um dos fatores que influenciaram o movimento foi a situação contratual durante a pandemia de Covid-19.
A sobrecarga do Poder Judiciário em quantidade de processos, principalmente durante a crise do novo coronavírus, também torna a negociação mais atrativa. A executiva Flávia Regina Ribeiro da Silva Villa, diretora jurídica da Minerva Foods, ressalta a preferência atual das empresas por resoluções não judicializadas como uma das razões para o alto número de terceirizações na área.
Na lista de atuação e estrutura dos departamentos jurídicos, atrás de Arbitragem e Penal, estão as áreas de Direito Agrário e Propriedade Intelectual, ambas com 52% de terceirização total. Veja também os destaques do panorama de especialidades que mais geram demandas e as maneiras utilizadas pelas empresas para atendê-las, ao longo dos dez anos que a Análise Editorial realiza o levantamento.

