DESAFIO
O modelo anterior de custeio do Banco BMG se baseava na alocação proporcional dos custos processuais conforme o tamanho da carteira de cada produto do banco (como cartão consignado, crédito na conta, cartão benefício, seguros etc.).
Essa lógica impedia a visualização real dos gastos e dificultava a avaliação da performance jurídica de cada produto individualmente. Além disso, não permitia a integração dos custos jurídicos à análise de rentabilidade e risco (RAROC) dos produtos, limitando o uso estratégico da informação jurídica.
O objetivo, portanto, foi criar um modelo mais justo, preciso e orientado a dados, que permitisse rastrear e alocar todos os custos jurídicos diretamente ao processo e ao produto de origem, promovendo maior governança, eficiência e integração com os indicadores financeiros do banco.
SOLUÇÃO
O banco desenvolveu um modelo de custeio granular por processo e vinculação direta ao produto bancário, permitindo:
- Atribuição real dos custos (honorários, custas, despesas e assessoria técnica) a cada processo judicial;
- Classificação automatizada do processo ao produto correspondente;
- Cálculo de indicadores de performance e custo por produto;
- Integração com a metodologia de RAROC, permitindo avaliar o impacto jurídico na rentabilidade dos produtos;
- Criação de dashboards gerenciais com visão estratégica do desempenho jurídico-financeiro, utilização precisa da DRE do produto.
IMPLEMENTAÇÃO
A implementação foi conduzida em quatro fases:
1. Diagnóstico e modelagem de dados:
Foram mapeados todos os centros de custo e fontes de despesa do contencioso, com foco na rastreabilidade por processo.
2. Integração sistêmica e categorização por produto:
Conectaram as bases jurídicas às bases operacionais e financeiras do banco, garantindo a correta identificação do produto em cada processo.
3. Segregação efetiva de custos:
Passaram a controlar e categorizar, de forma individualizada, todos os gastos relacionados à vida do processo, incluindo honorários, custas, assessoria técnica e despesas operacionais. Todas as despesas foram mapeadas e classificadas
4. Desenvolvimento de dashboards e indicadores:
Criaram painéis em Power BI com indicadores por produto, por tipo de ação, por escritório e por UF, além de métricas de custo médio, ciclo de vida processual e impacto no RAROC.
RESULTADO
- Precisão e rastreabilidade dos custos: cada despesa está agora vinculada ao processo e produto exato, permitindo controle total e auditoria simplificada.
- Melhoria da previsibilidade orçamentária: o orçamento jurídico passou a ser mais assertivo e alinhado à realidade operacional.
- Apoio à estratégia de negócio: os custos jurídicos passaram a ser considerados no cálculo do RAROC, impactando decisões sobre produtos, precificação e gestão de risco.
- Eficiência e governança: a nova estrutura permite análises comparativas entre produtos e decisões mais embasadas sobre escritórios, acordos e gestão de litígios.
- Transformação do jurídico em unidade estratégica: deixaram de atuar como centro de custo e passaram a ser parceiros ativos na estratégia do banco.

