Custeio Inteligente por Produto | Análise
Análise

Custeio Inteligente por Produto

Responsáveis pelo projeto: João Vitor Burato (Gerente Jurídico) e Luiza Garreto (Gerente de Planejamento Financeiro) do Banco BMG

23 de October 18h30

DESAFIO

O modelo anterior de custeio do Banco BMG se baseava na alocação proporcional dos custos processuais conforme o tamanho da carteira de cada produto do banco (como cartão consignado, crédito na conta, cartão benefício, seguros etc.).

Essa lógica impedia a visualização real dos gastos e dificultava a avaliação da performance jurídica de cada produto individualmente. Além disso, não permitia a integração dos custos jurídicos à análise de rentabilidade e risco (RAROC) dos produtos, limitando o uso estratégico da informação jurídica.

O objetivo, portanto, foi criar um modelo mais justo, preciso e orientado a dados, que permitisse rastrear e alocar todos os custos jurídicos diretamente ao processo e ao produto de origem, promovendo maior governança, eficiência e integração com os indicadores financeiros do banco.

SOLUÇÃO

O banco desenvolveu um modelo de custeio granular por processo e vinculação direta ao produto bancário, permitindo:

  • Atribuição real dos custos (honorários, custas, despesas e assessoria técnica) a cada processo judicial;
  • Classificação automatizada do processo ao produto correspondente;
  • Cálculo de indicadores de performance e custo por produto;
  • Integração com a metodologia de RAROC, permitindo avaliar o impacto jurídico na rentabilidade dos produtos;
  • Criação de dashboards gerenciais com visão estratégica do desempenho jurídico-financeiro, utilização precisa da DRE do produto.

IMPLEMENTAÇÃO

A implementação foi conduzida em quatro fases:

1. Diagnóstico e modelagem de dados:

Foram mapeados todos os centros de custo e fontes de despesa do contencioso, com foco na rastreabilidade por processo.

2. Integração sistêmica e categorização por produto:

Conectaram as bases jurídicas às bases operacionais e financeiras do banco, garantindo a correta identificação do produto em cada processo.

3. Segregação efetiva de custos:

Passaram a controlar e categorizar, de forma individualizada, todos os gastos relacionados à vida do processo, incluindo honorários, custas, assessoria técnica e despesas operacionais. Todas as despesas foram mapeadas e classificadas

4. Desenvolvimento de dashboards e indicadores:

Criaram painéis em Power BI com indicadores por produto, por tipo de ação, por escritório e por UF, além de métricas de custo médio, ciclo de vida processual e impacto no RAROC.

RESULTADO

  • Precisão e rastreabilidade dos custos: cada despesa está agora vinculada ao processo e produto exato, permitindo controle total e auditoria simplificada.
  • Melhoria da previsibilidade orçamentária: o orçamento jurídico passou a ser mais assertivo e alinhado à realidade operacional.
  • Apoio à estratégia de negócio: os custos jurídicos passaram a ser considerados no cálculo do RAROC, impactando decisões sobre produtos, precificação e gestão de risco.
  • Eficiência e governança: a nova estrutura permite análises comparativas entre produtos e decisões mais embasadas sobre escritórios, acordos e gestão de litígios.
  • Transformação do jurídico em unidade estratégica: deixaram de atuar como centro de custo e passaram a ser parceiros ativos na estratégia do banco.
Análise DNABanco BMGLegal Ops nos departamentos jurídicosPrêmio Análise DNA+Fenalaw