Cultura jurídica orientada a dados no contencioso de volume | Análise
Análise

Cultura jurídica orientada a dados no contencioso de volume

Responsáveis pelo projeto: Nicolle Gusmão (sócia BLS advogados), Leonardo Fialho (sócio BLS Advogados) e Marcelo Nery (Gerente de TI BLS Advogados) do BLS Advogados

23 de October 18h30

DESAFIO

A gestão de grandes carteiras de processos exige mais do que conhecimento jurídico: exige controle, agilidade na tomada de decisão e inteligência operacional. No BLS Advogados, a expansão das operações e o aumento da complexidade das demandas dos clientes evidenciaram a limitação de decisões baseadas apenas na percepção individual ou em planilhas isoladas.

Os desafios incluíam:

• Dificuldade em identificar gargalos de produtividade com precisão;

• Falta de padronização na geração de relatórios para clientes distintos;

• Ausência de previsibilidade no comportamento da carteira;

• Necessidade de maior visibilidade sobre indicadores de êxito, encerramento e performance por célula, profissional e cliente.

Era necessário transformar o modelo de gestão, passando de uma atuação reativa para uma atuação estratégica, analítica e orientada a dados.

SOLUÇÃO

A solução foi o desenvolvimento de um ecossistema Data Driven no contencioso de volume, com estruturação de indicadores, painéis visuais e uma cultura baseada em decisões jurídicas sustentadas por dados reais e atualizados.

Diferenciais da solução:

• Definição de KPIs jurídicos estratégicos por cliente e área: êxito, encerramento, volume por fase, produtividade, tempo médio de permanência, distribuição por risco etc.

• Painéis interativos (BI) integrados ao sistema processual: relatórios dinâmicos que cruzam dados da operação com dados do cliente, promovendo análises em tempo real.

• Monitoramento diário de metas internas: o escritório desenvolveu dashboards internos para acompanhamento de produtividade individual, por célula e por coordenador, com alertas automáticos.

• Gestão proativa do cliente: os painéis permitiram a realização de reuniões mais estratégicas, com discussões baseadas em evidências e propostas de ajustes de conduta, políticas de acordo ou estratégias processuais.

• Integração com projetos de IA e automação: os dados também embasaram priorizações de automações, como o desenvolvimento de assistentes jurídicos inteligentes para tarefas repetitivas mapeadas via BI.

IMPLEMENTAÇÃO

A implementação foi conduzida em quatro frentes principais:

1. Diagnóstico e definição de indicadores: levantamento dos indicadores mais relevantes para a operação e para cada cliente, com foco em entregas com valor percebido (ex: êxito jurídico, agilidade, encerramentos estratégicos).

2. Criação de arquitetura de dados e painéis: em parceria com consultoria especializada, o BLS estruturou a coleta, tratamento e visualização de dados via BI, priorizando a usabilidade e a personalização por cliente.

3. Treinamento e aculturamento: coordenadores, sócios e controladoria passaram a utilizar os dados como ferramenta central de gestão e relacionamento, promovendo uma virada cultural no uso de dados como ativos estratégicos.

4. Ritualização da análise de dados: reuniões periódicas de performance passaram a ser guiadas pelos painéis. Também foram criados templates padrão de relatórios mensais com análises e insights para cada cliente.

RESULTADO

• Aumento da performance operacional: as equipes passaram a entregar mais com menos esforço, com base no redirecionamento de recursos para as fases e frentes críticas mapeadas via BI.

• Melhora na comunicação com os clientes: os relatórios evoluíram de simples extratos de processos para apresentações com dados analíticos e insights estratégicos — fortalecendo o vínculo de confiança.

• Identificação de oportunidades de encerramento e acordo: os dados revelaram padrões ocultos que permitiram desenvolver campanhas proativas de encerramento ou renegociação.

• Empoderamento das lideranças: coordenadores passaram a tomar decisões baseadas em indicadores concretos, com mais autonomia, responsabilidade e embasamento.

• Padronização e governança: o processo decisório se tornou mais transparente, auditável e replicável — independentemente da equipe envolvida.

• Fomento à inovação: os dados também se tornaram insumo para novas automações, uso de IA e redefinição de estratégias de defesa.

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