App Lei do Bem | Análise
Análise

App Lei do Bem

Responsáveis pelo projeto: Pedro Henrique Buffolo Junior (partner) Fernanda de Almeida Prado Sampaio (sócia) Alexandre Cruz de Antonio (advogado) André Carvalho Ribeiro (head de inovação) do Finocchio & Ustra

23 de October 18h30

DESAFIO

A gestão dos incentivos à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I) via Lei do Bem apresentava múltiplos desafios para as empresas clientes do Finocchio & Ustra:

  • Baixa rastreabilidade de evidências: não havia versionamento eficaz de documentos, histórico de autoria, ou datas claras de revisões, comprometendo a confiabilidade das informações.
  • Comunicação ineficiente entre áreas: os processos envolviam P&D, RH, Fiscal e Jurídico de forma desarticulada, com trocas de e-mails e planilhas suscetíveis a erros, redundâncias e perda de contexto.
  • Inconsistências documentais: falhas frequentes nas evidências elevavam o risco de glosa, afetando o planejamento tributário e a credibilidade da submissão ao MCTI.
  • Controles paralelos frágeis: uso de planilhas e e-mails como instrumentos principais de gestão, dificultando a defesa em auditorias e o acompanhamento em tempo real.
  • Missão do FIUS: transformar esse cenário complexo, manual e arriscado em um fluxo único, automatizado, auditável e governado por evidências, com decisões mais rápidas, redução de riscos e maximização do benefício fiscal obtido.

SOLUÇÃO

A resposta do FIUS foi o desenvolvimento e consolidação da Plataforma da Lei do Bem — uma plataforma proprietária multientidade e multiusuário, 100% orientada ao cliente, que substitui controles manuais por um sistema colaborativo, seguro, rastreável e altamente integrado. Características centrais da solução:

  • Ambiente único e seguro, com login individualizado, trilhas de auditoria e segregação de funções;
  • Colaboração entre áreas diversas (P&D, RH, Fiscal, Jurídico) sobre dados consistentes e validados;
  • Dashboards em tempo real, checklists normativos, métricas por projeto e relatórios executivos automatizados;
  • Estrutura de evidências robusta, incluindo documentos técnicos, relatórios, NF-es, atas, contratos, currículos técnicos;

Workflow fim a fim da Lei do Bem, incluindo:

  • Cadastro de projetos;
  • Classificação de dispêndios;
  • Checagens de elegibilidade;
  • Anexação de evidências mínimas;
  • Validação por papéis;
  • Consolidação para submissão final.

Destaques técnicos e de produto:

  • Dashboards operacionais com cálculos automáticos de benefício, dispersão de dispêndios e % de projetos com evidência completa;
  • Estrutura de dados normativos, incluindo timesheets, fator de alocação, insumos, depreciação, contratos etc.;
  • Governança e controle por design, com menos retrabalho e maior segurança jurídica e documental.

Roadmap de IA (2025):

  • Análise preditiva de elegibilidade de projetos;
  • Verificação automática de consistência (campos críticos, lacunas e anomalias);
  • Scoring de risco (documental, temporal e financeiro), com sugestões automatizadas de remediação;
  • Copiloto para revisão de checklists e recomendações baseadas em IA.

IMPLEMENTAÇÃO

A implementação da Plataforma da Lei do Bem seguiu um processo estruturado, orientado por diagnóstico real, iteração ágil e integração ativa com os clientes:

1. Diagnóstico de dores reais

O ponto de partida foi um trabalho intensivo de entrevistas e mapeamento com os clientes, que evidenciaram:

  • Ausência de rastreabilidade;
  • Falta de integração entre áreas;
  • Visão tardia do benefício fiscal;
  • Erros e retrabalhos por falta de controle centralizado;
  • Dependência de ferramentas frágeis (planilhas, e-mails).

Esses dados guiaram o desenho técnico do modelo de dados, das regras de negócio e dos checklists de evidência.

2. MVP, pilotos e ciclos de evolução

O time construiu um MVP (Produto Mínimo Viável) validado junto a clientes selecionados.

Os testes focaram em redução do tempo de ciclo, padronização das evidências, melhoria na usabilidade e qualidade dos dados.

A evolução contínua da plataforma seguiu a lógica de sprints, com entregas incrementais e baseadas no feedback real dos usuários.

3. Operação colaborativa dentro da plataforma

A consultoria FIUS atua diretamente dentro do sistema, de forma integrada ao cliente, com apoio consultivo especializado na classificação de dispêndios, elegibilidade, apontamento de horas e preenchimento de evidências. Isso evita retrabalho, mantém a cadência de submissão e garante conformidade desde o início.

4. Roadmap de 2025 com IA

O plano para 2025 inclui a ativação progressiva de modelos de IA para:

  • Verificação de inconsistências;
  • Detecção de lacunas em evidências;
  • Scoring de risco;
  • Sugestões de melhorias com base em IA generativa, incluindo copiloto para revisão e checagens automáticas;
  • Reforço na governança e padronização, com trilhas automatizadas de evidência e justificativas.

RESULTADO

Ano-base 2024 (já consolidado):

  • 11 clientes atendidos
  • 246 usuários ativos operando diretamente na plataforma
  • 500 projetos processados
  • R$ 9 milhões em economia tributária gerada


Projeção para 2025:

  • Crescimento de +20% no benefício, alcançando aproximadamente R$ 11 milhões em economia fiscal;
  • Expansão funcional com IA aplicada à análise, consistência e insights.

Impactos operacionais e de gestão:

  • Redução significativa no tempo de submissão e análise;
  • Precisão e consistência documental aumentadas, com redução de inconsistências e reprocessos;
  • Acompanhamento em tempo real de métricas e oportunidades via dashboards;
  • Integração efetiva e auditável entre P&D, RH, Fiscal e Jurídico;
  • Adoção da plataforma como padrão único, substituindo planilhas e e-mails;
  • Segurança da informação reforçada, com segregação de acessos, controle de versões e trilhas de auditoria.

Ganho de produtividade (estimado):

  • Redução do tempo médio de avaliação de projeto de 40 para 20 minutos;
  • Com 500 projetos analisados, isso representa 167 horas economizadas (~21 dias úteis);
  • Ganhos não mensuráveis incluem a eliminação de gargalos, antecipação de entregas e liberação da equipe técnica para atividades estratégicas como P&D e gestão de risco.

Conclusão

A Plataforma da Lei do Bem do FIUS redefine a gestão do benefício fiscal ao transformá-la em um processo estruturado, digital, colaborativo e governado   por dados. Combinando consultoria jurídica especializada, desenvolvimento   tecnológico proprietário e inteligência artificial, a solução entrega:

  • Previsibilidade fiscal
  • Redução de risco
  • Governança e compliance por padrão
  • Eficiência organizacional mensurável

É uma plataforma que leva valor direto às mãos do cliente, com impacto comprovado no negócio e no ecossistema da inovação.

Análise DNAFinocchio & UstraPrêmio Análise DNA+FenalawTecnologia