Entre os meses de março e abril de 2025 foram consolidadas discussões sobre a interseção entre tecnologia, ética e relações humanas no universo jurídico e corporativo. O período foi marcado por uma busca ativa em temas como regulamentação e entendimento de fenômenos que, embora pareçam distintos, convergem na necessidade de adaptar estruturas tradicionais às demandas da modernidade digital e social.
Os artigos de opinião mais acessados na Análise Editorial no segundo bimestre exploraram desde as minúcias das resoluções do Conselho Nacional de Justiça até a psicologia do consumo e do comportamento organizacional. Esses temas foram fundamentais para compreender as tendências que moldaram o setor jurídico e empresarial ao longo do ano.
Uso da IA no Judiciário: o que diz a Resolução do CNJ?
Neste artigo, foram analisados os parâmetros estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a implementação de ferramentas de inteligência artificial nos tribunais brasileiros. Foi destacado que a norma busca equilibrar a celeridade processual com a segurança jurídica, garantindo que a tecnologia atue como suporte e não como substituta do julgamento humano nestes casos.
A análise ressalta pontos cruciais sobre a transparência dos algoritmos e a responsabilidade dos magistrados na supervisão dos sistemas automatizados. Além disso, também menciona que a integridade dos dados e a prevenção de vieses são prioridades da resolução, refletindo uma preocupação global com a ética algorítmica aplicada ao setor público.
O marketing jurídico da pipoca
Ao criar uma metáfora criativa, este texto busca discutir as fronteiras do marketing na advocacia e como o consumo de informação jurídica tem se transformado. Atualmente os escritórios têm o desafio de manter a sobriedade e a ética exigidas pela profissão enquanto se busca visibilidade em um mercado cada vez mais saturado e influenciado pelas dinâmicas das redes sociais.
Diante deste cenário, a entrega de valor real deve prevalecer sobre o conteúdo puramente estético ou superficial, comparado ao "entretenimento de massa". A discussão envolve estatísticas sobre o crescimento da presença digital de escritórios e os riscos de ferir o Código de Ética e Disciplina da OAB ao adotar estratégias excessivamente comerciais.
A Geração Z e a vida corporativa: está dando certo?
O debate sobre o choque geracional ganha fôlego neste artigo que investiga a entrada definitiva dos jovens nascidos entre o fim dos anos 90 e o início dos anos 2010 nos escritórios e empresas. Além disso, também explora as expectativas desses profissionais em relação ao propósito, à flexibilidade e à saúde mental, contrastando-as com os modelos tradicionais de hierarquia e produtividade.
A análise apresenta dados sobre a rotatividade de talentos e o impacto das novas formas de trabalho, como o modelo híbrido e o "remote-first", na retenção dessa mão de obra. A conclusão é que o sucesso da integração depende de uma adaptação mútua, onde a experiência dos veteranos encontra a agilidade e a fluência digital dos mais jovens.
A coleta biométrica e o tratamento de dados pessoais sensíveis por clubes de futebol
Com a crescente implementação de tecnologias de reconhecimento facial e biometria para o acesso aos estádios de futebol no Brasil, este texto busca abordar as repercussões desta mudança nos estádios. O foco central reside na conformidade dessas práticas com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), considerando que informações biométricas são classificadas como dados sensíveis e exigem rigor extremo em sua coleta e armazenamento.
Dessa forma, o texto busca discutir o equilíbrio entre a segurança pública nos eventos esportivos e o direito à privacidade dos torcedores. São mencionados casos recentes de vazamentos e a necessidade de os clubes apresentarem relatórios de impacto de proteção de dados para justificar o uso dessas tecnologias, evitando sanções administrativas e judiciais.

