Em cinco anos, desse sua primeira edição, o Prêmio Análise DNA+Fenalaw passou de 168 inscrições para 970. O crescimento de quase seis vezes transformou a premiação e trouxe consigo uma questão menos evidente: como escolher, entre centenas de iniciativas, aquelas que de fato representam avanços para o mercado jurídico?
Em 2025, o prêmio recebeu 638 inscrições. Em 2026, foram 970 — alta de 52%. O número de cases apresentados por escritórios passou de 450 para 710, enquanto os departamentos jurídicos aumentaram de 188 para 260. Também cresceram as organizações participantes: de 208 para 276 escritórios e de 109 para 126 empresas.
O avanço não ocorreu de maneira uniforme. A categoria de Inteligência Artificial Aplicada, por exemplo, mais que dobrou o número de inscrições destinadas aos escritórios, passando de 83 para 176. Tecnologia cresceu 129%, de 68 para 156 iniciativas, enquanto Gestão passou de 157 para 209. Em 2026, o prêmio também ganhou uma nova categoria, "Jurídico como protagonista do negócio", que recebeu 84 inscrições.
Esse cenário torna a avaliação mais complexa. Os projetos concorrentes podem partir de problemas completamente diferentes e envolver desde transformação operacional até inteligência artificial, marketing, tecnologia e diversidade. Compará-los exige mais do que uma lista de critérios: exige um método.
Como fazemos para escolher: um mix de método, critérios e muita experiência
O primeiro cuidado está em retirar dos jurados uma das informações que mais facilmente poderiam influenciar uma avaliação: quem está por trás do projeto.
Os nomes de escritórios e empresas são ocultados durante o julgamento, assim como outras informações capazes de identificar a origem de um case. A intenção é impedir que a reputação de uma organização ou de uma marca conhecida pese sobre a avaliação da iniciativa apresentada.
Há também uma regra para situações em que o próprio jurado possa ter algum tipo de conflito com o projeto analisado. Quando existe impedimento, a informação é registrada na planilha e as médias são ajustadas.
A lógica é simples: o case deve ser avaliado pelo que apresenta, e não por quem o apresenta.
Um cuidado especial para que as exceções não expliquem o todo
O processo não termina com a distribuição dos cases entre os jurados. As avaliações recebem notas de 1 a 10, em intervalos de 0,1 ponto, e podem considerar o conjunto da obra ou tópicos específicos. Neste último modelo, quatro perguntas orientam a análise: qual era o desafio ou melhoria buscada, qual solução foi encontrada, como ela foi implementada e quais resultados foram alcançados.
A metodologia também procura reduzir diferenças entre os próprios avaliadores. Um jurado que costuma dar notas mais altas pode avaliar um projeto de maneira diferente de outro que adota uma régua mais rigorosa. Para reduzir esse efeito, as notas passam por um processo de normalização estatística antes da composição das médias por case.
Depois da normalização, são calculadas as médias dos cases. Iniciativas cuja nota fique abaixo de 70% da maior avaliação não são reconhecidas. Entre as demais, a premiação estabelece faixas de reconhecimento: Bronze para notas de 7 a 7,99; Prata para 8 a 8,99; e Ouro para notas acima de 9.
Afinal: o que faz um case merecer reconhecimento
A orientação dada aos jurados vai além da procura por projetos inéditos. Um case pode servir de inspiração para outros escritórios e empresas, mas precisa também apresentar uma solução que possa ser replicada diante de desafios semelhantes.
Essa distinção ajuda a explicar o que a premiação procura reconhecer. Não se trata apenas de identificar uma ideia sofisticada ou uma tecnologia de última geração, mas de entender se houve um problema concreto, uma solução consistente, uma implementação efetiva e resultados capazes de demonstrar seu impacto.
Em um mercado jurídico que passa a receber um volume cada vez maior de iniciativas relacionadas a inteligência artificial, tecnologia e gestão, a capacidade de transformar inovação em resultado se torna parte importante da avaliação.
Quem são os jurados
É nesse processo que entra a banca examinadora do Prêmio Análise DNA+Fenalaw. O grupo reúne profissionais responsáveis por analisar as iniciativas inscritas e aplicar os critérios definidos para cada categoria.
A diversidade de experiências é especialmente relevante diante da variedade dos projetos avaliados. Os jurados acompanham diferentes dimensões do mercado jurídico e contribuem para uma análise que não se limita à perspectiva de escritórios ou departamentos jurídicos. A relação a seguir apresenta os integrantes da banca em ordem alfabética: Alexandre Secco sócio e editor da Análise, Alexandre Zavaglia, André Porto Alegre, Andreia Gomes, Benedito Vilela, Cristiano Silva, Daniel Marques, Fábio Salomon, Felipe F. Coffone, Fernanda Carneiro, Fernanda Funck, Fernanda Perregil, Flávio Franco, Galo Lopez Noriega, Gianfranco Cinelli, Guilherme Tocci, Lara Selem, Leo Toco, Livia Carolina, Mariellen Romero, Mario Esequiel, Paulo José Silva, Rodrigo F Rebouças, Sadik Sarkis, Silvana Quaglio sócia e CEO da Análise, Silvia Zago, Simone Viana Salomão, Vanessa Zaccaria e Victor Cabral Fonseca. Alexandre Raciskas, diretor de relacionamento da Análise e coordenador do prêmio.
Quando o prêmio será entregue
O julgamento dos cases ocorre entre 30 de julho e 31 de agosto de 2026. Em 9 de setembro, os jurados se reúnem para a apresentação dos cases reconhecidos. A cerimônia de premiação está marcada para 28 de outubro, durante a Fenalaw, e a divulgação dos cases reconhecidos será feita no dia seguinte no site da Fenalaw e da Análise Editorial.

