O Instituto Nelson Wilians (INW), em colaboração com o Nelson Wilians Advogados (NWADV), eleito como um dos escritórios Mais Admirados em 12 edições do ANÁLISE ADVOCACIA, apresentou o seu primeiro Manual Antiracista no início deste mês, no dia 1, durante uma palestra institucional que reuniu todos os sócios e colaboradores de todo o país. O manual está acessível gratuitamente nos sites do INW e do NWADV.
Este manual surge como uma valiosa ferramenta na desconstrução de pensamentos e comportamentos racistas que, lamentavelmente, se tornaram comuns em nossa sociedade.
Além de contextualizar o racismo em suas raízes históricas, o documento aborda as diversas formas de discriminação racial que permeiam nosso cotidiano, com o objetivo de sensibilizar e educar, buscando instigar uma transformação cultural profunda e essencial.
Na abertura da palestra, o presidente do NWADV, Nelson Wilians, e a presidente do INW, Anne Wilians, enfatizaram a importância do manual no combate ao racismo e na promoção da inclusão de uma força de trabalho que verdadeiramente represente nossa sociedade.
A presidente do INW destacou a relevância de promover um ambiente de trabalho inclusivo e livre de racismo, ressaltando que isso não é apenas um dever moral, mas também um investimento fundamental para qualquer empresa. Ela convidou todos a refletirem sobre esse aspecto.
Durante sua apresentação, a advogada Fayda Belo, especialista em crimes de gênero e Direito Antidiscriminatório, abordou a maneira como nossa cultura contribuiu para a perpetuação do racismo. Ela destacou, infelizmente, como essa problemática ainda está profundamente enraizada em nossa sociedade nos dias de hoje.
Fayda destacou a necessidade de adotar uma abordagem ativa e consciente para promover uma mudança cultural e social mais ampla. Segundo ela, o antirracismo requer o engajamento de toda a sociedade, não apenas do governo, para erradicar a discriminação racial em todas as suas formas.
A ativista também fez um chamado às corporações: "Mais importante do que olhar para a pluralidade é olhar para o prisma da competência; existem pessoas negras que podem ocupar todos os espaços." Para transformar essa percepção, Fayda afirmou que "esse ambiente (corporativo) precisa ser preparado, precisa ter letramento racial e práticas de inclusão".
Fayda ainda destacou a importância de eliminar o racismo recreativo: "Essa história que era para ser apenas uma piada não pode existir. Tudo que causa dor no outro e alimenta a exclusão não pode ser considerado engraçado." Encerrando sua fala, ela enfatizou que "é possível um Brasil sem exclusão", mas que "combater a exclusão é dever de todos".