Bancas de advocacia nas quais os administradores não são os próprios sócios voltaram a ter atenção de heads dos departamentos jurídicos nos últimos anos, conforme estudo realizado com dados coletados para o anuário Análise Advocacia. Na última edição da revista, 21% dos participantes informaram preferir escritórios que tenham uma infraestrutura administrativa formada por profissionais que não sejam advogados. Em 2012, o número alcançava 37%, mas passou a oscilar para baixo e, em 2017, atingiu o menor índice registrado em todas as edições do anuário: 17%.
Enquanto isso, o número de gestores não advogados cuidando de procedimentos administrativos dentro dos escritórios é cada vez maior. Conforme a edição 2019 do anuário Análise DNA, nove em cada dez desses profissionais estão presentes na administração das bancas, tanto grandes quanto médias e pequenas.
Para Cleber Darcanovas, diretor do escritório CGM Advogados, ter administradores na banca viabiliza aos sócios terem mais liberdade na atuação advocatícia.
Um exemplo desta realidade é o relatório "State of US Small Law Firms Report" divulgado em 2019 pelo Thomson Reuters Legal Executive Institute, que avalia os desafios atuais de pequenas bancas americanas. No estudo, 72% dos 300 participantes informaram que dedicar tempo demais à administração do escritório é um desafio moderado. O relatório registrou um aumento de dois pontos percentuais em relação ao estudo do ano anterior, indicando um possível problema na adaptação destes escritórios em tarefas administrativas a longo prazo.
Veja quais são as prioridades dos executivos jurídicos e financeiros ao contratarem uma banca de advocacia.

