Os dados trazidos pela pesquisa do ANÁLISE ADVOCACIA 2023/2024 mostram que a preferência dos executivos jurídicos das grandes empresas é por contratar escritórios brasileiros. Entre as 904 respostas dos representantes das empresas apenas 26% escolhem escritórios estrangeiros que atuam no Brasil, enquanto 74% optam por não contratar bancas de outros países que tem filiais no país. Entretanto, 39% dos executivos contratam serviços de escritórios estrangeiros que não tem atuação no Brasil.
Uma das bancas estrangeiras que atuam no país é a White & Case, escritório estadunidense que atua em outros 30 países. Segundo o sócio do White & Case, John Anderson, entre os fatores que fazem com que as empresas busquem escritórios estrangeiros que atuem no Brasil é a necessidade de entender legislações diversas para fazer negócios internacionais. "O que nos traz para a mesa é a lei aplicável, você tem um contrato regido pela lei de Nova Iorque, um regido por lei inglesa, uma garantia regida por lei espanhola e é aí que se dá nossa atuação. Normalmente são as empresas brasileiras que nos procuram quando estão buscando algum tipo de negócio em uma outra legislação".
John ainda destacou que embora o escritório possua uma grande estrutura ele atua com parcerias com bancas nacionais. "A nossa atuação com escritórios brasileiros é muito próxima, é um trabalho em conjunto mesmo. Nós recebemos muitos advogados brasileiros, então existe uma cooperação muito próxima. Por exemplo a área de financiamentos, em um contrato regido pela lei de Nova Iorque acaba sendo mais complicado para estruturar uma operação, mas aqui no Brasil o pessoal é muito bom, te entregam a estrutura e os caminhos necessários para uma operação".
"A advocacia é peculiar, trabalhar com o direito, embora seja uma coisa muito ampla, ainda é preciso de profissionais especializados em cada lei de cada jurisdição envolvida. Então o importante, independente da sua qualificação, é poder trabalhar junto com os profissionais de cada local, de maneira a resolver os problemas e encontrar soluções", concluiu John.

