O Análise Legal Experience (a.LEX), serviço que mede a satisfação dos clientes de escritórios de advocacia, estreou terça-feira (27) na Fenalaw 2026, em São Paulo. Quem apresentou a novidade foi Silvana Quaglio, sócia-fundadora, CEO e publisher da ANÁLISE EDITORIAL, ao lado de Márcio Apolinário, fundador do Claritor, colunista do InfoMoney.
Cada escritório participante recebe um diagnóstico próprio. Somados, os resultados formam o primeiro benchmark nacional da qualidade do serviço de advocacia, que permite a cada banca comparar seu desempenho com o do mercado em cada especialidade. Cinquenta escritórios participaram da fase piloto, anterior ao lançamento, e compõem a base inicial dessa comparação.
Bem avaliados, mas trocados
O a.LEX nasce de um descompasso que as pesquisas da ANÁLISE vêm registrando. Em 2025, a empresa ouviu quase mil heads jurídicos e financeiros das maiores empresas do país. Deles, 88% classificam os serviços dos escritórios como bons ou excelentes. Ainda assim, 36% romperam com pelo menos um escritório no último ano, e 23% pretendem ou consideram fazer o mesmo agora. A baixa qualidade do serviço é o motivo mais citado para a troca, e 61% dão peso máximo à percepção de que a qualidade caiu.
Os escritórios reconhecem a lacuna. Em levantamento feito em julho de 2026 pela equipe do a.LEX, 52% apontaram como desafio grande ou crítico comparar o próprio desempenho com o do mercado. Para 49%, a dificuldade está em demonstrar o valor dos serviços que prestam; para 37%, em identificar insatisfações antes que virem problema.
"Os escritórios sabem quantos processos têm em andamento, quanto faturaram e quantos clientes novos chegaram. Mas muitas vezes não sabem o que esses clientes pensam da experiência de trabalhar com eles. O a.LEX troca o achismo pela medição", afirma Silvana Quaglio.
Como funciona
A cada trimestre, clientes indicados pelo próprio escritório avaliam a experiência com a banca em quatro dimensões: comunicação e relacionamento, atendimento, acompanhamento e qualidade técnica. O escritório recebe uma nota geral e, se quiser, notas por especialidade, além de um relatório com os resultados, alertas sobre os pontos que pedem atenção prioritária e sua posição em relação ao benchmark. Com as medições trimestrais, a banca acompanha a própria evolução ao longo do tempo.
O a.LEX não é ranking nem pesquisa de reputação. Funciona como ferramenta de gestão, e os dados de cada escritório ficam sob sigilo, protegidos por acordo formal de confidencialidade que segue a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Para Márcio Apolinário, o diferencial está em quem responde, as pessoas que lidam com o escritório no dia a dia. "Esses são os profissionais que podem esclarecer os pontos cegos, que nem sempre as pesquisas mostram", diz.
O serviço se apoia em mais de 20 anos de pesquisa da ANÁLISE sobre o mercado jurídico, período em que a empresa ouviu os heads jurídicos de mais de 2 mil das maiores empresas do Brasil e formou o maior banco de dados sobre advocacia empresarial do país.
Até dia 29, quem passar pelo estande da ANÁLISE na Fenalaw pode conhecer o a.LEX e aderir com condição especial de lançamento.


