Após se aposentar da magistratura federal, o jurista Fábio Prieto de Souza migrou sua atuação para os escritórios de advocacia, ingressando como sócio da área de consultoria e contencioso estratégico do Velloza Advogados Associados. Com mais de quatro décadas de experiência em diversos ramos do Direito, o novo membro da equipe deve se dedicar especialmente às práticas de Arbitragem, Direito Público e Empresarial Penal, consolidando a oferta de serviços abrangentes da banca paulista.
Nascido em Santos (SP), Fábio tomou posse como juiz federal em 1991 e, em 1998, foi promovido ao cargo de desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), órgão do qual foi presidente e corregedor-geral. Ao longo de sua passagem, teve um desempenho técnico e em defesa dos servidores da Justiça Federal; ele afirma que valorizou a livre iniciativa nos julgamentos, sendo contra a burocracia e os abusos indevidos perpetrados às empresas.
"Construímos um projeto de retomada de prestação do serviço público judiciário. Estabeleci três metas: a instalação do processo eletrônico, a instalação das turmas de Direito Penal e a baixa do estoque de processos no Tribunal. Todas foram executadas" descreve o ex-juiz.
Ao encerrar a carreira pública, ele revela ter recebido diversas propostas profissionais. Em conversas com Rubens Velloza, fundador da banca, Fábio menciona ter identificado uma postura de respeito e competência do líder, bem como um ambiente de trabalho propício para o crescimento individual. Estes fatores, alinhados ao prestígio do Velloza Advogados no mercado empresarial, o fizeram aceitar o desafio para contribuir com o crescimento das áreas do escritório.
"A métrica do setor privado é completamente diferente. Não existe a cadeira mágica e imutável do serviço público. Na advocacia, é preciso conquistar todo o tempo, todas as horas; a necessidade do cliente demanda trabalho de excelência e resultado" explica Fábio.
Confiante na execução do novo projeto, o sócio traz na bagagem a expertise acumulada em julgamentos de tributação, privatizações, regulação, concorrência, licitações, contratos e outros temas. Ele teve, ainda, a oportunidade de presidir as turmas especializadas de Direito Público e Empresarial Penal do TRF-3, além de acompanhar a aparição no ordenamento jurídico dos primeiros casos de crimes do "colarinho branco" e da lei contra os crimes tributários e de consumo.
Formado pela Universidade Católica de Santos (UNISANTOS) e especialista em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo (USP), o advogado também atuou como promotor de justiça de Entrância Especial do Ministério Público do Estado de São Paulo e como juiz titular do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Atualmente, é diretor conselheiro da International Association of Tax Judges.

