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Samarco Mineração contrata gerente de compliance

Cássio Maia Amin deixa a RHI Magnesita após dois anos trabalhando na área

9 de September de 2020 13h50

A Samarco Mineração, companhia que tem como acionistas a Vale e a BHP Billiton, contratou Cássio Maia Amin para assumir a posição de gerente de compliance. O executivo deixou a RHI Magnesita após dois anos trabalhando como especialista de compliance nas Américas. Amin destaca que a empresa passou por um processo de fusão no final de 2017, quando a austríaca RHI adquiriu a brasileira Magnesita. Ele explica que a instituição nasceu com outra cultura, outras políticas e um novo código de conduta.

"Meu trabalho ficou muito voltado ao treinamento. Tive que passar a nova ideia da empresa para suas filiais no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México e Estados Unidos", comenta.
Cássio Maia Amin é o novo gerente de compliance da Samarco Mineração (Imagem: Divulgação)

Advogado de formação, atualmente, o executivo estuda MBA em governança, riscos e compliance pelo Centro de Estudos em Direito e Negócios (Cedin). Iniciou sua carreira profissional no escritório Azevedo Sette Advogados, na unidade de Belo Horizonte (BH). Depois de algum tempo optou por se aventurar no jurídico corporativo, até que surgiu a oportunidade de trabalhar na Claro, onde permaneceu por quase três anos. Também acumulou experiência na LafargeHolcim e na irlandesa CRH, companhia na qual teve seu primeiro contato com o compliance. O executivo revela que no final de 2017 decidiu investir totalmente sua carreira na área de gestão de riscos, fazendo cursos e trabalhos especializados.

Finalista do ranking dos Mais Admirados em compliance do Análise Executivos Jurídicos e Financeiros, edição 2020, Amin revela que dois fatores o influenciaram a aceitar o convite da Samarco. O primeiro foi a mudança ocorrida na estrutura da RHI Magnesita. Ele explica que o compliance ficava sob o comando da vice-presidência jurídica e foi reformulado para ser uma área dentro da auditoria, sendo dividida em quatro regiões globais. Contudo, já existiam auditores no Brasil e a empresa precisaria realocá-lo para a região asiática, o que não estava em seus planos. O segundo fator determinante foi que ele já estava participando do processo seletivo para ingressar na Samarco.

"Estamos falando de uma empresa que passou por um problema muito sério por causa do rompimento da barragem, resultando em uma repercussão muito negativa. É uma empresa que praticamente fechou as portas nesse período para se reerguer e recuperar o que causou de prejuízo ao meio ambiente", destaca.

Segundo ele, é uma retomada que significa muito para a empresa e para as pessoas, além de comprovar que o compliance pode ser essencial para os negócios da companhia.

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