O FES Vasconcelos abriu sua unidade no Jardim Paulista, em São Paulo, apostando em um modelo que integra experiência executiva e atuação jurídica em litígios empresariais. A boutique especializada em contencioso cível e societário busca integrar, em sua própria estrutura societária, experiência executiva e técnica em litígios empresariais.
O escritório foi estruturado com dois eixos complementares. O jurídico é liderado por Caio Vasconcelos Araújo, com atuação em disputas cíveis e societárias. O empresarial reúne Lawrence Santini Echenique, Luís Falleiros e Luis Guilherme de Souza, profissionais com experiência na gestão de operações corporativas e tomada de decisões estratégicas. A proposta é que a vivência prática em gestão não seja apenas um discurso institucional, mas parte ativa da formulação das estratégias processuais.
"O contencioso empresarial de alto nível não pode ser tratado como um exercício isolado de técnica jurídica. Ele precisa considerar governança, fluxo decisório, impacto financeiro e estabilidade operacional. Estruturamos o FES para que essa leitura faça parte da estratégia desde o início", afirma Vasconcelos.
Diferentemente de modelos tradicionais, nos quais a atuação jurídica é conduzida sem interlocução com a lógica executiva, o escritório busca aproximar a estratégia à realidade do negócio. A atuação é direta dos sócios e no formato boutique, com número reduzido de casos simultâneos, priorizando profundidade analítica e disponibilidade.
A banca atuará em disputas contratuais, governança, responsabilidade de administradores e medidas de urgência societária, além de consultoria preventiva voltada à estruturação e mitigação de riscos. Outro foco será o atendimento a empresas estrangeiras que operam no Brasil, com suporte em contencioso e consultoria societária, explorando a experiência do grupo na interlocução com estruturas corporativas internacionais.
Para Lawrence Santini Echenique, a criação do escritório responde a uma lacuna percebida na prática. "Executivos precisam de respostas jurídicas que dialoguem com o negócio. Nossa estrutura foi pensada para reduzir o ruído entre a decisão jurídica e a decisão empresarial", conclui Echenique.

