Pelo segundo ano consecutivo, a Cacau Show é responsável pela produção de mais de 50% dos ovos de chocolate em todo o país, com 25,5 milhões de unidades. A Páscoa permanece como a data mais estratégica e simbólica para a empresa. Consolidando-se como o principal motor de crescimento ao representar aproximadamente 23% das vendas anuais da companhia. Esse case mostra que, no âmbito empresarial, a Páscoa deixou de ser apenas a principal data comercial do setor de chocolates.
Daniel Roque, vice-presidente de negócios da Cacau Show, comenta como o feriado se consolidou como um momento decisivo de estratégia para a companhia. Mais do que vender ovos, empresas aproveitam o período para testar formatos de negócio, lançar produtos, fortalecer e ajustar operações para o resto do ano.
Termômetro de crescimento
Este momento pode orientar decisões ainda maiores nas companhias, como expansão de lojas físicas ou franquias, bem como, investimentos em logística e produção e projeções de faturamento anual. Empresas usam o período quase como um "stress test" do negócio.
"Além do calendário comercial, trabalhamos com campanhas próprias focadas na experiência do consumidor, com ações promocionais e benefícios dentro do programa de fidelidade. Também investimos em ativações que geram engajamento e reforçam a conexão com a marca. Também seguimos ampliando o portfólio com produtos de lifestyle e itens para o dia a dia, fortalecendo nossa presença em diferentes momentos de consumo", afirma Roque.
O período da Páscoa funciona como um laboratório dinâmico, segundo o vice-presidente. Aplica-se principalmente um modelo de inovação ágil para validar novos produtos e formatos de consumo. Ele cita o lançamento do Ovo Dreams em Fatias, projeto central deste ano. O monitoramento de tendências nas redes sociais deu origem ao projeto-piloto em edição limitada, que a equipe desenvolveu em tempo recorde para testes exclusivos em unidades selecionadas.
Os lançamentos vão além do apelo temático, e as marcas incorporam novos sabores e linhas premium, além de produtos de ticket médio mais baixo, com o objetivo de ampliar o público, e collabs e edições limitadas. Além disso, o período se torna terreno fértil para parcerias com marcas, personagens ou influenciadores — iniciativas que geram buzz, aumentam o valor percebido e impulsionam estratégias de co-branding.
Decisões estruturais em tempo de Páscoa
Para muitas empresas do setor, a Páscoa funciona como um ponto de inflexão estratégico. A empresa planeja decisões estruturais nesse momento, em sintonia com o pico de demanda. Nesse período que se testam novos mercados, formatos de loja, aproveitando o aumento natural do fluxo de clientes e o impulso de vendas.
"A grandiosidade da Páscoa exige decisões operacionais e estruturais de grande impacto, que sustentam a capilaridade da nossa rede de mais de 4.700 lojas em todo o país". Daniel afirma que, além de ser um período de intensificação da produção e fluxo, a Páscoa também gera oportunidades expressivas de trabalho. "Também é um período de forte geração de empregos, com cerca de 10 mil vagas temporárias para atender ao pico de demanda", pontua.
Ao alinhar inaugurações e investimentos a esse ciclo, a empresa consegue validar rapidamente hipóteses de mercado, ajustar operações e potencializar resultados, transformando a sazonalidade em laboratório para decisões de longo prazo. O vice-presidente reitera que o equilíbrio entre criatividade e precisão logística é resultado de um planejamento de longo prazo, que se inicia em até 17 meses de antecedência, permitindo uma definição rigorosa de volumes, além do desenvolvimento de parcerias e embalagens especiais.
"Ao mesmo tempo, mantemos um ciclo de inovação ágil para projetos específicos, capazes de chegar às lojas em menos de 20 dias, sempre sustentado por um controle de qualidade inegociável, com testes e degustações constantes nas fábricas", finaliza Daniel Roque.

